Laboratório PEM de Consciência Aplicada
Ciência, ética e transparência
Como investigamos a experiência humana, protegemos seus dados e distinguimos aquilo que já possui fundamento científico daquilo que a PEM ainda está construindo e validando.
As diretrizes de referência são reconhecidas. Os instrumentos PEM são autorais e somente serão apresentados como validados depois dos estudos e revisões necessários.
Investigar sem reduzir a pessoa a uma resposta
A PEM desenvolve experiências para ajudar pessoas a observar como percebem, interpretam, reconsideram, escolhem e aplicam compreensões em situações reais.
Quando uma experiência também produz dados para investigação, trabalhamos com processos delimitados: atenção e retorno, percepção da distração, confiança nas interpretações, geração de alternativas, perspectiva, agência, memória da compreensão, aplicação e integração.
Nossa pergunta não é “quem esta pessoa é?”. É: “como ela respondeu a esta experiência, neste contexto e neste momento — e o que pode ser observado quando ela revisita esse processo?”.
Experiência humana
O conteúdo principal existe para promover compreensão e aplicação, não para transformar o participante em objeto de pesquisa.
Observação delimitada
Registramos primeiro o evento observável. Qualquer interpretação precisa declarar seus limites.
Longitudinalidade
Quando fizer sentido, acompanhamos a mesma pessoa em momentos diferentes, priorizando mudança individual em vez de ranking.
Escolha do participante
Participar de pesquisa é uma decisão específica. Recusar não reduz o acesso à experiência principal.
Nossos compromissos
A qualidade de uma investigação começa pelos limites que ela aceita. Estes compromissos orientam a criação de perguntas, tarefas, devolutivas e tecnologias.
- Distinguir formulação autoral PEM, evidência científica, hipótese investigável e metáfora.
- Não utilizar neurociência por analogia para provar conceitos da PEM.
- Explicar o que cada dado pode e não pode significar.
- Diferenciar autorrelato, comportamento observado, desempenho em tarefa e inferência estatística.
- Buscar evidências favoráveis, neutras, inconclusivas e contrárias.
- Submeter instrumentos, estudos formais e decisões sensíveis à revisão humana apropriada.
- Preservar privacidade, possibilidade de recusa e direito de correção.
Diretrizes que orientam nosso trabalho
Não existe uma autoridade única que oficialize todas as metodologias científicas no mundo. Utilizamos normas profissionais, diretrizes internacionais, consensos metodológicos e legislação adequados a cada finalidade.
Publicados conjuntamente desde 1966 pela AERA, APA e NCME. Orientam construção, validação, aplicação e interpretação responsável de testes e avaliações. Sustentam nossa exigência de que uma pergunta não “mede” um processo apenas porque parece relacionada a ele.
Iniciativa fundada em 2005 para melhorar a seleção e a avaliação de instrumentos de medida em saúde. Organiza propriedades como validade, confiabilidade, erro de medida e responsividade. Pode orientar partes do trabalho PEM, com adaptações quando as tarefas não forem instrumentos de saúde.
Adotada pela Associação Médica Mundial em 1964 e revisada ao longo do tempo. Reúne princípios éticos para pesquisas médicas envolvendo participantes humanos, incluindo proteção, consentimento, avaliação de riscos e revisão independente.
Desenvolvidas pelo CIOMS em colaboração com a Organização Mundial da Saúde. Traduzem princípios éticos em orientações operacionais para pesquisa relacionada à saúde, incluindo consentimento, vulnerabilidade, uso de dados e revisão ética.
Pesquisas formais realizadas no Brasil devem observar a legislação e as normas aplicáveis. Entre as referências relevantes estão a Lei 14.874 de 2024 e as Resoluções CNS 466 de 2012 e 510 de 2016. O enquadramento de cada estudo deve ser confirmado por responsáveis humanos competentes.
A LGPD regula o tratamento de dados pessoais no Brasil. Finalidade, adequação, necessidade, transparência, segurança, prevenção, não discriminação e responsabilização orientam a separação entre prestação da experiência, personalização, inteligência editorial e pesquisa.
São diretrizes de transparência e relato adequadas a diferentes desenhos. PRISMA orienta revisões sistemáticas; STROBE, estudos observacionais; SPIRIT, protocolos de intervenção; CONSORT, relatos de ensaios randomizados. Segui-las melhora a verificabilidade, mas não garante sozinha a qualidade de um estudo.
Um mapa progressivo da sua experiência
O Mapa Vivo reúne informações que você decide fornecer e registros estruturados de como respondeu às atividades. Ele pode ser utilizado para acompanhar sua jornada, oferecer devolutivas e adaptar experiências, dentro das permissões escolhidas.
Esse mapa não é diagnóstico, laudo psicológico, medida de consciência ou definição da sua personalidade. Uma resposta isolada não determina quem você é.
O modelo é uma representação parcial da experiência. A pessoa nunca se reduz ao modelo.
Três espaços, três finalidades
Informações íntimas, personalização e pesquisa não são a mesma coisa. Por isso, a arquitetura PEM separa os dados em três espaços.
Espaço Privado
Textos livres, diário e conteúdo íntimo. Não entram automaticamente em pesquisa, treinamento ou inteligência editorial.
Mapa Vivo
Dados estruturados autorizados para personalização, acompanhamento e devolutiva ao próprio participante.
PEM Research
Eventos pseudonimizados ou agregados, utilizados somente com finalidade, protocolo e consentimento específicos.
O que a PEM não faz
- Não mede “nível de consciência”.
- Não classifica valor humano, bondade, espiritualidade, caráter ou maturidade.
- Não transforma automaticamente uma resposta em traço de personalidade.
- Não oferece diagnóstico ou laudo psicológico.
- Não trata dificuldade, desconforto ou pausa como fracasso.
- Não interpreta abandono automaticamente como resistência emocional.
- Não utiliza automaticamente textos íntimos para pesquisa, publicidade ou criação editorial.
- Não considera o uso da plataforma como consentimento automático para pesquisa.
O que ainda estamos construindo
As experiências e os princípios da PEM são autorais. Utilizamos referências científicas para construir perguntas melhores, reduzir erros e definir o que cada observação permite concluir. Isso não significa que os instrumentos PEM já possuam validade psicométrica demonstrada.
Avaliação inicial
Será construída como linha de base longitudinal, com microtarefas, situações, decisões e justificativas.
Experiências instrumentadas
Perguntas e eventos serão definidos por construto, hipótese, variável observada e limite de interpretação.
Instrumentos PEM
Validade, confiabilidade, responsividade e funcionamento das rubricas exigirão estudos e especialistas.
Transparência
As afirmações públicas serão limitadas ao que as evidências realmente permitirem afirmar.
Você continua no centro das escolhas
Quando uma atividade fizer parte de uma pesquisa, você deverá receber uma explicação clara sobre finalidade, dados utilizados, possíveis riscos, duração, responsáveis e forma de retirada. A autorização para uma finalidade não será tratada como autorização para todas as outras.
Recusar participar de pesquisa não reduz seu acesso ao conteúdo principal da PEM.
O participante nunca é produto do Laboratório.